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Para que servem as equações de segundo grau?

 

Por Eng. Claudio de Almeida

 

Quem não se lembra da equação ao lado?

 

Provavelmente, não com muita saudade...

 

E, até hoje, muita gente ainda se pergunta: - Pra que eu tive que aprender aquilo?

 

 

Bem, as equações de segundo grau são muito importantes em nossas vidas, vocês podem não perceber, mas estamos rodeados por elas.

 

E neste artigo vou mostrar como elas também podem ajudá-lo nos seus projetos de segurança.

 

O que uma equação de segundo grau tem de mais legal é o gráfico que ela forma quando você vai substituindo os valores de x na equação:

 

 

Esse gráfico é chamado de parábola.

 

A propriedade mais importante de uma parábola é que todos os raios que chegam perpendicularmente à ela convergem para um ponto central, chamado de foco da parábola.

 

 

E tudo que não chegar perpendicularmente à ela, não passará por esse ponto central.

 

Assim como todo tipo de sinal emitido nesse ponto central será transmitido paralelamente e para a frente.

 

Ah, já começou a  entender a utilidade da parábola?

 

             

 

Sim, é por esse motivo que uma antena parabólica tem esse nome, porque ela é projetada por uma equação de 2° grau.

 

E, por ser uma parábola, ela  tem que ser precisamente apontada para um satélite, para que as ondas eletromagnéticas emitidas por ele sejam recebidas pelo LNB, que está no foco da parábola.

 

Qualquer erro mínimo de posicionamento fará com que as ondas eletromagnéticas não se concentrem no foco.

 

Já deu para entender que a parábola funciona como um concentrador de sinais?

 

Sim, porque se você apenas apontasse o LNB para o satélite, o sinal captado seria muito fraco.

 

Já com a antena parabólica, quanto maior ela for, maior será a intensidade do sinal recebido, pois maior será a concentração de ondas eletromagnéticas no LNB.

 

E qualquer outro sinal indesejável, que não chegue perpendicularmente à parábola, não será captado por ela.

 

Ou seja, a parábola também funciona como um filtro contra interferências.

 

Da mesma maneira, as antenas de microondas têm que ser perfeitamente alinhadas para que a transferência de sinais da antena transmissora para a receptora aconteça sem muita perda.

 

 

Mas não é só em antenas que a parábola é usada:

 

           

PROJETO DE PONTES                                                                                                    FARÓIS DE CARROS

 

 

                

                                                         NOS ESPORTES...

 

E em balística também. Você sabia que, devido à ação da gravidade, qualquer objeto lançado  descreve uma trajetória parabólica, seja ele uma pedra, uma bola, uma bala ou um míssil?

 

Aplicando a parábola em seus projetos de segurança

 

Mas como usar  as parábolas para solucionar problemas em projetos de segurança?

 

Situação 1: Seu cliente quer que você instale uma câmera para visualizar pessoas em um local à 50 metros de distância.

 

Sem problema! Isso é fácil, é só colocar uma lente varifocal de 5 a 50 mm na câmera e ajustá-la para fechar a imagem nas pessoas.

 

Ah, mas ele também quer ouvir o que elas estão falando.

 

E não adianta instalar um microfone próximo ao local que está sendo monitorado pela câmera, pois o cliente informou que não tem como passar o cabeamento até lá (por isso a câmera está longe) e, além disso, o local é muito barulhento e ele quer ouvir apenas as pessoas.

 

Então como resolver isso?

 

Com um microfone parabólico.

 

 

É um microfone instalado no centro de uma parábola, com sua cápsula posicionada bem no foco da mesma.

 

Assim o microfone captará apenas os sons que estão vindo diretamente para ele, não importa se alguém nas proximidades está usando uma britadeira pois, graças à parábola, o microfone captará apenas a conversação no ponto para onde está apontado.

 

Esse dispositivo pode ser facilmente montado usando-se o prato de um antena parabólica, um microfone e um pré-amplificador para elevar o ganho do sinal captado.

 

É uma combinação perfeita se instalada em cima de uma câmera PTZ, como a da foto ao lado.

 

O microfone se moverá junto com a câmera, captando somente os sons dos locais que estiverem sendo visualizados.

 

 

 

 

 

Situação 2: Você instalou uma câmera com um canhão de IR bastante potente, para visualizar as imagens de um local à cerca de 60 metros de distância, porém percebe que o feixe de raios infravermelhos está se abrindo muito, não alcançando o local a ser monitorado.

 

Para resolver isso, instale um canhão de IR ( pode ser o da câmera ou outro canhão de IR com a mesma potência) no foco de um espelho parabólico (voltado para o espelho).

 

Também poderá se utilizado um farol de carro ou até o prato de uma antena parabólica porém, neste caso, o prato terá que ser espelhado.

 

Esse arranjo  concentrará toda a potência do canhão em um feixe paralelo de  raios infravermelhos, atingindo uma distância muito maior.

 

 

Apenas como curiosidade, acredita-se que, na Grécia antiga, Arquimedes teria usado espelhos côncavos para incendiar navios dos inimigos. Mas não se sabe se isso realmente aconteceu.

 

 

Veja outras dicas aqui

 

 

 

Set/2018

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